segunda-feira, 6 de abril de 2009

Enqanto isso...

Caros amigos e leitores do Brasil Atitude, enquanto pesquiso sobre alguns assuntos para construir uma base sólida para os artigos que escrevo, quero deixar uma dica de leitura.

Para quem gosta de movimentos alternativos e autores independentedes, vale a pena ler o livro "Imprensa alternativa no ABC, a história contada pelos independentes", escrito pela jornalista Olga Defavari.

A obra conta a história da Imprensa Alternativa na região do ABC paulista, no período histórico entre os anos de 1950 até os dias de hoje. Por falta de registros históricos a autora buscou as próprias publicações citadas no livro e entrevistas com os idealizadores. Todo o material apresentado foi conseguido graças às indicações de leitores, colaboradores colecionadores e editores.

O presente livro conta com trechos reproduzidos com fidelidade de textos, matérias, editorias e entrevistas das publicações pesquisdas sobre a Imprensa Alternativa.

Um livro sem dúvida muito interessante para quem aprecia o gênero e para a base de pesquisadores, que busacam informações sobre a imprensa no ABC paulista.

Os interessados em adquirir o livro "Imprensa alternativa no ABC, a história contada pelos independentes", podem entrar em contato direto com a autora da obra pelo endereço eletrônico olgadefavari@yahoo.com.br. A escritora terá um prazer imenso em responder todos os e-mails recebidos.

Wilson Taveira Guardia.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Catolicismo e aborto, a difícil relação entre o sagrado e o profano

...e Deus disse, “Não matarás”.

Atualmente, o aborto está cada vez mais em evidência na mídia. Grupos feministas apoiam e incentivam a liberdade de escolha de muitas mulheres optarem em terem ou não uma gestação, em contra partida a Igreja Católica, uma das mais conservadoras em relação ao assunto, faz severas críticas e condena quem interrompe a gravidez.

Há pouco tempo, o acerbispo de Petrolina em Pernambuco, excomungou uma equipe médica, os pais e qualquer outra pessoa que teriam participado direta ou indiretamente do aborto realizado em uma menina de apenas nove anos, que fora estuprada pelo padrasto, e ainda corria o risco de perder a vida.

Os ataques da Igreja Católica foram ferozes e até mesmo imbecis. Tendo em vista que o acerbispo afirmou que “crime” de aborto é muito mais grave do que o estupro.

Para efeito de esclarecimento, no Brasil o aborto é garantido por Lei nos casos de violência sexual e risco de morte para a mãe.

Pois bem, o sacerdote entende que o ato de tirar uma vida fere o que manda Deus no Quinto Mandamento, em que diz, “não matarás”. Não estou aqui para discordar da Palavra Santa ou muito menos questionar o que é sagrado, mas sim ter o bom senso de entender que não devemos colocar duas vidas em risco em troca de apenas uma.

Isso sem contar que no caso de estupro, além da vítima ter o psicológico afetado pela vida inteira, a criança que nasceria só fará piorar a situação, pois a mãe que foi violentada terá que conviver dia após dia com o fruto da pior situação que já vivera.

A Igreja Católica antes de se meter nas Leis humanas, deveria começar a se preocupar com a evasão de fiéis e colocar a mão na consciência para relembrar a própria história, quando realizava a chamada “Santa Inquisição”, onde mulheres tidas como bruxas, eram humilhadas, apedrejadas e queimadas vivas, o engraçado nisso tudo é que o Quinto Mandamento não foi levado em conta.

Apesar das declarações infames por parte da Igreja, que defende as regras impostas pelo papado, nada me assusta mais do que ouvir o excelentíssimo presidente da república Luís Inácio Lula da Silva, declarar que é a favor do aborto indiscriminado, como pode ser conferido em vários vídeos disponíveis na internet.

Uma declaração um tanto quanto estúpida, para não dizer que foi extremamente idiota e desastrosa. Atualmente é grande o número de mulheres e meninas que ficam grávidas "sem querer – querendo", com a legalização do aborto indiscriminado esses números só tendem a crescer, ou seja, para que prevenir, se podem tirar depois.

Seria muito mais fácil e barato o Governo incentivar o uso da camisinha, distribuir anticoncepcionais e educar as pessoas, do que legalizar uma "chacina".

Wilson Taveira Guardia.

terça-feira, 17 de março de 2009

Torcedor ou sofredor? A dura batalha por ingressos

Caros amigos e leitores do Brasil Atitude, o assunto que tratarei neste artigo não é tão polêmico quanto o texto anterior, que faz duras críticas as Igrejas que usam o nome de Deus para ganharem dinheiro e deixarem as contas bancárias bem recheadas.

Sem mais delongas vamos ao que interessa. Desde que nascemos, nossos pais como de costume nos educam a torcer para determinado equipe de futebol, e ao longo de nossas vidas “viramos a casaca”, nos apaixonamos de vez pelo time imposto ou simplesmente apreciamos uma boa “pelada”.

Existem formas diferentes para apreciar uma partida de futebol, entre as opções temos a TV, o rádio e a internet, mas nem uma delas é mais prazerosa do que estar no meio da galera, pulando na arquibancada dos estádios, vibrando ou sofrendo a cada lance.

Para poder sentir de perto todo o calor de uma massa e o fervor de uma partida, devemos enfrentar a temida e diabólica fila dos ingressos, e quase sempre não conseguimos sair com os bilhetes em mãos.

O impressionante nessa história toda é que com a informatização dos pontos de vendas, as bilheterias constantemente atrasam a abertura, aumentando em muito o tempo de espera do torcedor, que por incrível que pareça tem até um estatuto para defender os seus direitos.

Depois de abertas, em segundos entradas com descontos já não existem e em poucos minutos cerca de 40 ou 50 mil ingressos desaparecem, ou melhor esgotam, como sempre diz um atendente mal humorado.

O sentimento de desilusão é geral. Mas como em um passe de mágica surgem inúmeros cambistas, que saem sabe lá de onde, talvez dos esgotos, como salvadores da pátria com centenas de ingressos em mãos, cobrando três vezes mais do que realmente valem.

Agora fica a pergunta no ar, como os cambistas conseguem tantos ingressos e o torcedor que fica horas na fila mal consegue comprar uma única entrada? O Brasil Atitude responde a tal indagação de forma simples e clara, pois o autor deste blog já passou por situação idêntica à relatada.

Atualmente o sistema de vendas é informatizado(na maior parte dos estádios do Brasil), teoricamente tudo deveria facilitar e agilizar as vendas, mas funcionários inescrupulosos fazem a emissão dos ingressos e os repassam para os cambistas, sem darem baixa no sistema. Ao longo do dia afirmam que a rede da internet caiu ou que algum computador deu problema, mas tudo não passa de enganação.

Reparem que pouco antes das atividades de vendas serem encerradas, muitos cambistas devolvem os ingressos(todos de entradas com desconto) nas bilheterias. Assim os funcionários podem dar baixa no sistema.

Feito, recebem uma parte das vendas dos cambistas e o valor devido para prestarem contas com o clube e com a admistradora do sistema infomatizado.

Os demais que não foram vendidos voltam às bilheterias para serem comercializados poucas horas antes das partidas. Todo este descaso além de ser uma falta de respeito com o consumidor que paga caro, fere o Estatuto do Torcedor.

Wilson Taveira Guardia